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Cartas, Caminha(o), viajantes, mutantes, mares: grafias (in)visíveis (des)marcando espaços (s)em tempos

Letters, Caminha/ way, travelers, mutants, seas: (in)visible writings (di)vesting spaces with(out)in times
[Zeitschriftenartikel]

Andrade, Elenise Cristina Pires de; Oliveira, Renato Salgado de Melo

Zitationshinweis

Bitte beziehen Sie sich beim Zitieren dieses Dokumentes immer auf folgenden Persistent Identifier (PID):http://nbn-resolving.de/urn:nbn:de:0168-ssoar-119262

Weitere Angaben:
Abstract Caminha encaminha uma carta ao Rei: "Da marinhagem e das singraduras do caminho, não darei aqui conta a Vossa Majestade - porque não saberei fazer e os pilotos devem ter este cuidado - e portanto, Senhor, do que hei de falar começo e digo". Pretendemos, pelas viagens proporcionadas nesse texto, também falar e dizer de novas terras, outras grafias, diversos tempos. Criaturas vistas nas Terras Novas, apresentadas aos velhos olhares por Afonso d'Escragnolle-Taunay, mutantes dos filmes da Marvel Comics, X-Men. Tantas vidas, tantas novidades que escapam do controle sobre o que se classificar como novo, velho; normal, anormal; liberdade, controle. Que (in)visibilidades pulsariam dessas vidas? Tempos que se multiplicam nas memórias (ou seriam nos esquecimentos?) dos mutantes Wolverine e Magneto que nos acompanham por esses mares, memórias, marcações na pele. No primeiro filme o tempo universal da liberdade, sempre ela: a liberdade em tensões quase insuportáveis. No segundo, o espaço é sinal do passado, permanência de um tempo-memória. E por último o tempo que se arrasta da prisão, tempo que não pode ser liberado pois precisa ser normalizado. Tempos e lugares que se (?) escrevem (in)visíveis com os mutantes, pelos mares, com os viajantes que, como Caminha, sempre escrevem cartas. "Beijo as mãos de Vossa Alteza. Deste porto seguro, da vossa Ilha de Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de maio de 1500" que, de onde começo, não termino. Também sabendo que possa, a quem se endereça tal grafia, d’ela não ter achamento. "Isto tomávamos nós nesse sentido, por assim o desejarmos".

Caminha forwards a letter to the King: "About sailors and sailing the way I shall not tell Your Majesty – for I will not be able to do so and the crew officers should worry about that – and therefore, My Lord, I shall start by telling you the subject of my writings". Through the voyages presented in this text, we intend to say and talk about new lands, other writings, diverse times. The creatures seen in the New Lands, presented the old eyes by Afonso d'Escragnolle-Taunay, mutants in the films by Marvel Comics, X-Men. So many lives, so much of the new escapes the control of what can be classified as old, new; normal, abnormal; freedom, control. What (in)visibilities pulse from these lives? Times multiplied in memories (or oblivions) of the mutants Wolverine and Magneto who have accompanied us throughout seas, memories, skin marks. In the first film, the universal time of liberty, as always: freedom in almost unbearable tensions. In the second one, the space is a sign of past, the permanence of a time-memory. And at last, the time that drags from imprisonment, time that can not be liberated for it needs to be normalized. Times and places that are (in)visibly written (?) with mutants, throughout the seas, with travelers who, like Caminha, always write letters. "I kiss the hands of your highness. From this safe port, from your Island of Vera Cruz, today, Friday, first day of May 1500" and, from where I start, I have not finished. Also knowing that whoever is addressed by this writing may not find it at all. "This we thought ourselves, and gave it these meanings, just by wishing to do so".
Klassifikation sonstige Geisteswissenschaften
Freie Schlagwörter Imagens; Cinema; Memória; Geografia; Images; Cinema; Memory; Geography
Sprache Dokument Portugiesisch
Publikationsjahr 2010
Seitenangabe S. 124-145
Zeitschriftentitel ETD - Educação Temática Digital, 11 (2010) 2
Status Veröffentlichungsversion; begutachtet
Lizenz Digital Peer Publishing Licence - Freie DIPP-Lizenz
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