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O Édipo de Foucault não é o de Freud

El Edipo de Foucault no es de Freud
[Zeitschriftenartikel]

Pereira, Marcelo Ricardo

Zitationshinweis

Bitte beziehen Sie sich beim Zitieren dieses Dokumentes immer auf folgenden Persistent Identifier (PID):http://nbn-resolving.de/urn:nbn:de:0168-ssoar-106566

Weitere Angaben:
Abstract O Édipo, como o homem que sabia demais, era por isso o homem da ignorância. Foucault, diferente de Freud, estabelece um Édipo historicizado no tempo da passagem da forma jurídica do "regime de provas" à do "sistema de inquérito", culminando no que chamou de o "exame" – nome lacônico que dá às ciências humanas. Porém, não há como mencionar a tragédia sofocliana sem tocar na hermenêutica psicanalítica, e sobre isso Foucault é implacável: a Psicanálise é um dispositivo discursivo de poder, uma ciência disciplinar, contendora do desejo. Mas a Psicanálise não deve ser emparelhada à Psiquiatria, por exemplo. A "razão" freudiana reside justamente numa tensão paradoxal entre dar voz à singularidade e, ao mesmo tempo, reafirmar universais históricos da cultura. Édipo não é uma nosografia, mas o que detém um "saber que não se sabe": o do inconsciente. Se ele é o homem do inconsciente em Freud, em Foucault ele será o da ignorância. Nisso, ambos se confluem: o homem moderno para sempre está "dissolvido".

Edipo, como el hombre que sabía demasiado, era el hombre de la ignorancia. Foucault, a diferencia de Freud, establece un Edipo historizado en el tiempo de la pasaje de la forma jurídica del "régimen de pruebas" al "sistema de averiguación", que culmina en lo que él llamó la "examem" - nombre lacónico que él da a las humanidades. Sin embargo, no se menciona la tragedia de Sófocles, sin tocar en la hermenéutica del psicoanálisis, y Foucault es implacable: el psicoanálisis es un dispositivo discursivo del poder, una ciencia disciplinar, contendiente del deseo. Pero el psicoanálisis no debería ser emparejados a la psiquiatría, por ejemplo. La "razón" freudiana reside en una tensión paradójica entre dar voz a la singularidad y, al mismo tiempo, reafirmar los universales históricos de la cultura. Edipo no es una nosografia, pero lo que tiene un "saber que no se sabe": el inconsciente. Si él es el hombre del inconsciente en Freud, en Foucault él será de la ignorancia. En este sentido, ambos confluyen: el hombre moderno para siempre está "disuelto".
Klassifikation Psychologie; Philosophie, Theologie
Freie Schlagwörter Sigmund Freud; Michel Foucault; Édipo; Ciências humanas; Sigmund Freud; Michel Foucault; Edipo; Humanidades
Sprache Dokument Portugiesisch
Publikationsjahr 2010
Seitenangabe S. 168-188
Zeitschriftentitel ETD - Educação Temática Digital, 11 (2010) esp.
Status Veröffentlichungsversion; begutachtet
Lizenz Digital Peer Publishing Licence - Freie DIPP-Lizenz
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